Experiências com as quatro melhores coisas da vida: Comer e Viajar

quarta-feira, 9 de janeiro de 2008

Mangueboys

Bate, bate, bate, morde, quebra a casca e suga a carne. O trabalhoso processo se repete pata a pata (dez no total, sendo duas grandes pinças) para conseguir a recompensa, a saborosa carne do crustáceo de mangues, escondida, saborosa e macia, mas sempre em pequenas quantidades.

Uma das comidas mais tradicionais e comuns nos bares do Recife, o caranguejo não está presente comumente em São Paulo, por isso o Monstro teve que trabalhar duro para conseguir comer o caranguejo na praia dos Carneiros e poder escrever aqui sobre ele.

Desde a estrada no caminho para Tamandaré, dezenas de vendedores eram vistos vendendo as cordas de caranguejo e guaiamum vivos, prontos para serem lavados e cozidos, como tantas vezes se faz dentro da própria casa no Recife.

Bem cozido, ele chega à mesa acompanhado de uma madeira de apoio e um batedor para quebrar as patas, por mais que algumas sejam partidas mesmo nos dentes, para facilitar na hora de pegar a carne.

Seu sabor é bem característico, mais simples que o adocicado guaiamum, ou o forte siri (siri mole vale um capítulo à parte) e pequeno aratu. Seu caldo ganha características bem próprias e também vem à mesa, transformado em pirão, comido na própria carapaça.

É um processo trabalhoso, que muita gente acha que sequer vale a pena, mas o sabor da carne sugada da carapaça não se compara a nenhum filé que possa ser comprado já tratado, e o próprio processo pode ser diversão para uma tarde inteira.

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